IA na educação infantil: personalizar aulas com voz e rosto dos alunos é seguro?
Aplicativos de idiomas como o MEC Idiomas, que já soma mais de 560 mil matrículas, mostram o apelo de aulas personalizadas com a voz e o rosto da própria criança. Mas a LGPD e o Estatuto da Criança e do Adolescente impõem limites rígidos à coleta de dados biométricos infantis, e há riscos reais de vazamento, uso indevido por terceiros e falta de consentimento efetivo das famílias.
Especialistas apontam caminhos possíveis: processamento local de dados (sem enviar imagens a servidores externos), avatares estilizados criados pelas próprias crianças, captura mediada por professores e secretarias de educação atuando como controladoras nos contratos com fornecedores de IA.
Neste artigo completo da The Conversation Brasil eu detalho como a regulação brasileira enquadra o problema, o crescimento do mercado de avatares de IA (que deve alcançar US$ 7,9 bilhões até 2033) e as camadas de proteção que escolas públicas podem adotar sem abrir mão da personalização do ensino.
Leia a análise completa: Personalizar aulas, com voz e rosto dos alunos: recurso cada vez mais popular de IA na educação infantil deve respeitar privacidade das crianças – The Conversation Brasil